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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Obra da Ponte do Canal da PA IV deixa lento tráfego de veículos


Reclamações a respeito dos constantes engarrafamentos em Paulo Afonso, nas subidas de acesso à cabeceira da Ponte do Canal da PA IV, estão acontecendo com mais freqüência nestes últimos dias, isso porque, as obras de ampliação da plataforma impossibilitam a trafegabilidade dos 20 mil carros, que circulam pelo local diariamente, sem que haja uma lentidão recorrente dos veículos. A reforma inclui a ampliação de 1m e 60 cm, para cada lado da ponte, com a construção de passagem exclusiva para pedestres, carroça e uma faixa só para ciclistas. O custo da obra é de R$ 1.300.000,00 (um milhão e trezentos mil reais). O objetivo da prefeitura com essa reforma, segundo o então secretário municipal de Planejamento e Orçamento Daniel Sales, é facilitar o fluxo de veículos, transferindo a passagem de carroças e ciclistas para locais próprios, e garantir a segurança dos transeuntes pela ponte, considerada estreita e insegura.
A iluminação da ponte será completamente modernizada e melhorada. Medidas preventivas foram adotadas pela Prefeitura de Paulo Afonso, através da Secretaria Serviços Públicos. Na semana passada, a prefeitura alocou agentes de trânsito com o objetivo de melhorar o fluxo e evitar os congestionamentos de veículos. Segundo motoristas, melhorou, mas não foi o suficiente para evitar os transtornos. “A iniciativa da prefeitura é válida, mas é preciso que haja uma nova intervenção para diminuir os contratempos, até o final das obras de ampliação a lentidão no trafego é inevitável, principalmente nos horários de pico. A obra foi iniciada em junho e tinha previsão de conclusão para 180 dias ou seja, novembro de 2008. Entretanto, até o momento pouco mais de 15% foi realizada.

Pipeiros reivindicam pagamento da prefeitura com carreata


Na última segunda-feira, 6, a população de Paulo Afonso foi surpreendida por uma carreta diferente e inusitada. Oito dos 19 carros-pipa que durante meses transportaram água para consumo humano e animal na zona rural desfilaram pelas principais ruas da cidade em protesto contra a Prefeitura pelo corte de fornecimento de água e, mais especificamente, pelo não pagamento de centenas de carradas excedentes de água, além dos salários de setembro de outubro.

O assunto teve merecido espaço na mídia local. Comentam nos bastidores que algumas famílias prejudicadas pela medida dura adotada pelo prefeito Raimundo Caires, estão sendo abastecidas com água paga do próprio bolso pelo prefeito eleito Anilton Bastos o vereador Antonio Alexandre.
Os pipeiros alegam que estão com um débito de ordem de R$ 75.000,00 só de excedente, ou seja, carradas d'água que foram colocadas fora da média do mês.

Depois de percorrer as principais ruas da cidade carreata dos carros pipa parou em frente à Prefeitura Municipal, na Câmara Municipal de Vereadores e depois, o manifesto foi encerrado em frente ao prédio do Ministério Público Estadual.
Foto: Bob Charles

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Abusos da gratuidade podem fechar a VITRAN

A gratuidade exagerada, a falta de critérios na distribuição dos vales-transportes e a concorrência muitas vezes desleal, estão sendo apontadas pela Gerente Administrativa da VITRAN, como os principais responsáveis pela crise que se instalou nas empresas de transportes coletivos em Paulo Afonso. O quadro desolador está acarretando em dificuldades para as empresas (VITRAN/ARATU) continuarem operando normalmente.
Esses são apenas alguns dos muitos motivos que poderão levar as empresas de transporte coletivo a fecharem até o final do ano. Como forma de evitar o fechamento, a gerente Administrativa da VITRAN decidiu ir à Câmara de Vereadores pedir apoio aos parlamentares. De acordo com seu Telmo, proprietário da empresa, “há usuário que falta um dedo da mão e ainda assim, não paga a passagem”. Problemas como este encarecem bastante o custo operacional da empresa, que fica impedida de oferecer melhores serviços aos usuários como veículos mais novos por exemplo.
Para Táclida, Gerente Administrativa da VITRAN, o governo municipal poderia liberar créditos tributários e arcar com a gratuidade de idosos e estudantes o que diminuiria as perdas da empresa e serviria para quitar débitos com o IPVA
Os vales-transporte recebidos pelas empresas são entregues à prefeitura, que geralmente atrasa o pagamento e que segundo seu Telmo não tem critérios na distribuição. “Há muita gente vendendo vale-transporte nas ruas adquiridos com uma certa facilidade pela má distribuição da prefeitura,” afirmou.
Para se ter uma idéia da crise hoje vivida no setor de transportes coletivos em Paulo Afonso, a empresa VITRAN, há mais de três décadas atuando no setor dispõe de apenas 25 ônibus circulando nas ruas quando seriam necessários 35 ônibus para atender satisfatoriamente a população.
Para a gerente da Vitran, o que abalou a estrutura antes existente nas duas empresas de transportes coletivos na cidade foram às gratuidades exageradas
De acordo com o gerente da empresa, para não fechar as portas e manter a empresa em funcionamento dispensar funcionários. De acordo com seu Telmo os custos combustíveis e a manutenção dos veículos são superiores a R$ 5.000,000,
Por sua vez o empresário Gilson Benzota de Carvalho, da locadora Aratu ressalta que: “Não queremos tirar o direito de ninguém. Nossa intenção é atuar em favor da comunidade, oferecendo o benefício do passe livre a quem realmente precisa, mas também dar atenção aos 63% da população que pagam passagem e são sobrecarregados por sustentar esse sistema”. “A diminuição da gratuidade vai incidir diretamente nos índices de reajuste do preço da passagem”, afirmou. Gilson Benzota ressaltou ainda que, Paulo Afonso possui as passagens urbanas mais baratas do País, se comparadas aos valores praticados em outras cidades de igual porte.

Comércio otimista com vendas no Natal


Em Paulo Afonso os lojistas projetam superar o volume de negócios registrado em 2007. O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas e dono da loja de vestuários Millennium, Maciel Teixeira Lima, diz que o estoque para o Natal já foi comprado.
Ele explica que há uma grande expectativa quanto às vendas deste ano. “O Natal é uma época em que todos os comerciantes apostam”. A movimentação de consumidores faz com que os comerciantes iniciem cedo à preparação. De acordo com Maciel, o estoque para o fim de ano começou a ser comprado em setembro. Outros comerciantes querem entrar o mês de novembro com tudo pronto para o Natal. Ele conta que vende muito no período de início das aulas, mas “depois dessa época, a melhor é a do Natal”. Ele diz que em 2007 o movimento não foi tão bom, mas espera que melhore neste ano.
O estoque para as compras de fim de ano é colocado nas lojas em novembro. “Estamos apostando que as vendas do Natal sejam boas, apesar da crise que o Brasil enfrenta.”, conta a gerente da Millennium, Maciel Teixeira.
O horário de funcionamento das lojas também muda na semana que antecede o Natal. As lojas devem abrir suas portas até as 21h. Além de esperar vendas melhores neste ano, Maciel ressalta que as vendas aumentam mesmo é na semana de Natal.
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas conta que na véspera a movimentação é ainda mais intensa. “As pessoas gostam muito de deixar tudo para a última hora. Na véspera do Natal, é uma correria”.
Mesmo assim, eles preparam tudo com boa antecedência. É comum a decoração natalina, feita por grande parte dos comerciantes para indicar que o Natal está chegando e, com ele, a hora de fazer as compras de final de ano. Maciel afirma que coloca em sua loja pelo menos algum ornamento natalino e acredita que isso incentiva as compras. Maciel Teixeira diz que o toque natalino deixa o consumidor empolgado. "Ele decide comprar mais".

CGU vai fiscalizar a prefeitura de Glória

O município de Glória, localizado a 490 quilômetros de Salvador, no nordeste do Estado, foi sorteado na quarta-feira, em Brasília, e receberá fiscalização especial da Controladoria Geral da União (CGU), órgão que tem como titular o ministro baiano Jorge Hage. Dos 60 municípios sorteados pela Controladoria Geral da União (CGU) para um trabalho de fiscalização, 27 são da Região Nordeste. Bahia é o Estado “campeão” em cidades que receberão a vistoria. Serão cinco: Buerarema, Guaratinga, Ituaçu, Gandu e Glória. Por outro lado, os estados de Alagoas, Rio Grande do Norte e Sergipe contarão com apenas duas cidades nessa lista. Todas elas serão monitoradas do ponto de vista da aplicação de recursos repassados pelo Governo Federal para realização de programas federais.
Os municípios com população de até 20 mil habitantes devem ser fiscalizados em todas as áreas onde se aplicaram recursos federais. Os que têm mais de 20 mil habitantes serão fiscalizados nas áreas de Organização Agrária, Energia, Gestão Ambiental, Assistência Social, Saúde e Educação. Já os que possuem mais de 100 mil habitantes serão investigados na Assistência Social, Organização Agrária, Energia e Gestão Ambiental.